
Turismo em Timor-Leste gera USD 62,5 milhões em despesa direta, com satisfação dos visitantes a atingir 95%
16 de outubro de 2026
O turismo internacional gerou, em 2025, uma despesa direta estimada em USD 62,5 milhões em Timor-Leste, apoiada por um elevado grau de satisfação dos visitantes e por fortes intenções de recomendar o país e de o visitar novamente.
O turismo internacional gerou, em 2025, uma despesa direta estimada em USD 62,5 milhões em Timor-Leste, apoiada por um elevado grau de satisfação dos visitantes e por fortes intenções de recomendar o país e de o visitar novamente. Os resultados constam do Inquérito aos Visitantes Internacionais (IVS) de janeiro a dezembro de 2025, divulgado pela Organização do Turismo do Pacífico (SPTO) e pelo Ministério do Turismo e do Ambiente de Timor-Leste (MTA), no âmbito da Iniciativa de Dados do Turismo do Pacífico (PTDI), financiada pelo Governo da Nova Zelândia.
O inquérito concluiu que 95% dos visitantes recomendariam Timor-Leste e que 91% pretendiam regressar. Oitenta e quatro por cento descreveram o país como um destino único e atrativo, e a mesma proporção considerou que oferece boa relação qualidade-preço. Mais de metade dos inquiridos (58%) visitava o país pela primeira vez. As pessoas e a hospitalidade foram o atrativo mais referido (46%), seguidos da beleza natural e das paisagens (30%); a cultura, a história, o mergulho e o snorkelling também tiveram destaque. A despesa direta estimada foi, em média, de USD 1 279 por visitante e por viagem, incluindo a despesa pré-paga retida e a despesa efetuada no país, o que equivale a cerca de USD 165 por visitante por dia. Aplicada a uma estimativa de 48 927 chegadas de visitantes internacionais em 2025, esta média resultou num contributo económico direto de aproximadamente USD 62,5 milhões.
As férias foram o principal motivo de viagem (55%), seguidas dos negócios e conferências (13%), da visita a amigos e familiares (10%), do voluntariado (10%) e da investigação e educação (7%). A Ásia foi a principal região de origem (52%), à frente da Europa (22%) e da Oceânia (19%). Os principais mercados foram a Austrália (18%), a China (17%), a Indonésia (16%), Portugal (13%) e a Malásia (4%).
Os inquiridos identificaram os transportes, as estradas, os procedimentos aeroportuários, a informação e a sinalização para visitantes, a conectividade digital, a limpeza ambiental e a gestão de resíduos como prioridades para melhorar a experiência dos visitantes e a competitividade do destino.
O diretor-geral do Turismo do MTA, Antonio da Silva, afirmou que as conclusões orientarão as prioridades nacionais para o turismo. “O inquérito confirma que os visitantes valorizam aquilo que torna Timor-Leste único — em particular, o carinho e a hospitalidade do nosso povo, o nosso ambiente natural, a nossa cultura e tradições, e a nossa história. Sentimo-nos encorajados pelas suas conclusões, sobretudo porque ajudarão a definir as nossas prioridades de planeamento e de investimento no turismo, enquanto nos preparamos para acolher a Cimeira da ASEAN em 2029. Com a realização deste grande evento, o Ministério do Turismo prevê que o turismo cresça entre 10% e 20% nos próximos anos e tem como meta, até 2030, pelo menos 100 000 chegadas de visitantes e US$200 milhões em despesa turística direta.”
O IVS 2025 constitui mais um marco na parceria entre a SPTO e o MTA no âmbito da PTDI, que reforça a capacidade de recolha de dados do turismo, de modo a apoiar um planeamento e um investimento baseados em evidências. Pode descarregar aqui uma cópia do relatório completo.
